quinta-feira, 18 de outubro de 2012

[Violência] MARQUES. CHACINA. Testemunha teria apresentado informações esclarecedoras a delegado. Novos suspeitos devem ser presos

MARQUES, Maikel. CHACINA. Testemunha teria apresentado informações esclarecedoras a delegado. Novos suspeitos devem ser presos. GAZETA DE ALAGOAS. Maceió, 10 out. 2012, p. 16.

A Polícia Civil de Alagoas não tinha confirmado, até ontem à noite, a prisão de nenhum dos novos sus­peitos de envolvimento na morte de um adulto e três adolescentes, que foram executados no bairro do Benedito Bentes, em Maceió, em agosto de 2010.
Mais de dois anos depois da "Chacina do Bene­dito Bentes", ainda não há definição de autoria intelectual ou material para о crime, que chocou a população alagoana pelo requinte de crueldade com que foi praticado.
Ricardo da Silva (24), Bruno Mendes da Silva (15), Diego Henrique da Silva Galvão (15) e Lucas Barbosa (14) foram achados mortos numa área do Loteamento Monte Verde. Os corpos estavam um ao lado do outro, todos com tiros na cabeça.
"Pelo que ouvi do dele­gado, alguns dias atrás, о crime não teria sido prati­cado pelas pessoas apontadas, na época, pela investigação policial", explicou ontem, à Gazeta de Alagoas, о promotor de Justiça Marcus Mousinho, que acompanha о caso desde aquela época.
"Amanhã (hoje), devemos ter alguma novidade. Vou me reunir mais uma vez com о delegado (Cíce­ro Lima) responsável pela investigação do caso para colher novidades", complementou о fiscal da lei.
A Gazeta tentou, mas sem êxito, contato telefônico com о delegado Cíce­ro Lima, ontem à tarde. A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que ele só se pronuncia sobre о caso "depois das prisões" dos novos acusados.
Na época do crime, então investigado pela delegada Rebeca Cordeiro, fo­ram apontados como responsáveis pela chacina um capitão e um cabo da Polícia Militar, о proprietário de uma empresa de segurança particular, além de outro cidadão.
O inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE) sem autoria conhecida, razão pela qual о promotor Flávio Gomes da Costa determinou à Polícia Civil novas investigações. A delegada Sheila Carvalho assumiu о caso e, depois de novas diligências, chegou a conclusão de que os acusados não tinham qualquer relação com a chacina.

COMISSÂO ESPECIAL
Em mais uma tentativa de elucidar о crime, a cúpula da Polícia Civil designou os delegados Cícero Lima, Marcos Lins Machado e Antônio Edson para tentar identificar os autores do bárbaro assassinato. Eles assumiram о caso há menos de um mês.
Diante do relato audiovisual que Cícero Lima diz ter de uma testemunha – esta teria apresentado informações esclarecedora –, a expectativa é que o juiz Jonh Silas, titular da 8ª Vara Criminal da Capital, decrete a prisão de novos suspeitos, atendendo uma solicitação policial.

[Violência contra a mulher] PRESO. Agricultor joga óleo quente em esposa.

I.T.
PRESO. Agricultor joga óleo quente em esposa.
O JORNAL. Maceió, 10 out. 2012, p. 17.

Um homem foi preso após ter jogado óleo quente na esposa, na madrugada de ontem, na zona rural de Traipu. O agricultor Mailson Farias dos Santos, de 27 anos, ainda tentou fugir, mas desistiu e se entregou a polícia.
A vítima, Rosilda Rufino Farias, de 26 anos procurou о Grupamento de Polícia Militar de Traipu, na madrugada de ontem, dizendo que seu marido havia jogado óleo quente nela após um desentendimento.
Os policiais foram até a residência do casal, localizada no Sítio Camurupim, zona rural do município. Ao perceber a presença da polícia, о acusado resolveu fugir em direção а uma mata nas proximidades da casa.
Entretanto, Maison Farias acabou desistindo, voltou e se entregou a polícia. Com о acusado, os policiais encontraram uma espingarda soca tempero. Mailson foi preso por porte ilegal e enquadrado na Lei Maria da Penha.

[Violência contra Gay] FERRO, Iracema. Militantes protestam contra homofobia. Carlos Eduardo, 19 anos, foi atingido por quatro tiros na madrugada de sábado num posto de combustíveis.

FERRO, Iracema.

 ATENTADO. Militantes protestam contra homofobia. Carlos Eduardo, 19 anos, foi atingido por quatro tiros na madrugada de sábado num posto de combustíveis.

 O JORNAL. Maceió, 16 out. 2012, p. 10


O atentado contra о homossexual Carlos Eduardo, 19 anos, gerou um protesto no centro da cidade na manhã do ontem. Representantes do Movimento LGBT fizeram um ato público e lançaram um movimento permanente intitulado "Basta de Homofobia".

Carlos Eduardo, também conhecido como a 'drag queen' Larissa Voguel foi atingido, na madrugada do último sábado, por quatro tiros disparados por um jovem não identificado que fugiu do local. A tentativa de assassi­nato aconteceu num posto de combustíveis no bairro da Ponta Grossa. O crime teria sido causado por homofobia.

A vítima foi levada para о Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por cirurgia para retirada da bala na mão e liberado na manhã de ontem, mesmo com balas alojadas na perna e nas nádegas.

Segundo о presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Dino Alves, о objetivo é abrir os olhos da sociedade sobre a diversidade sexual e pedir as autoridades que investiguem os casos e punam exemplarmente os acusados de casos de homofobia.

Entre as ações propostas pelo movimento está a divulgação do Disque 100, о telefone gratuito do governo federal para denunciar casos de violência; cobrar das autoridades a instalação do Grupo de Trabalho (GT) de Segurança Pública LGBT, que existe desde 2010, mas não foi formalizado nem começou a atuar porque não foi publicado no Diário Oficial; além de estimular os homossexuais a andar de mãos dadas com seus parceiros e fazer manifestações públicas de carinho (como beijos na boca e abraços) nas ruas, praias, comércio e shoppings centers.

Dino lembra que no caso específico do atentado contra Carlos Eduardo о jovem não estava se prostituindo, brigando ou se expondo a vulnerabilidade. "Ele foi comprar refrigerante acompanhado do namorado. A família sabe que ele e gay e о apoia, о namorado é aceito por todos. Ele não se expôs, mas foi vítima de 10 disparos só porque é gay".

ACOMPANHAMENTO

O caso já está sendo acompanhado pelo Centro de Referência em Cidadania e Direitos Humanos, que é ligado a Secretaria Estadual de Direitos Humanos. Segundo a gerente de políticas públicas do Centro, Mônica Carvalho, os heterossexuais também têm sido vítimas da violência.

Até a manhã de ontem о caso ainda não havia sido notificado pelas autoridades de Segurança Pública.

[Violência contra menor, Caso Tesoura] AIRAN, Breno. PELA МÃЕ. Bebê encontrado no lixo foi assassinado. Mulher confessou que matou о filho com golpes de tesoura logo após о parto.

AIRAN, Breno.

PELA МÃЕ. Bebê encontrado no lixo foi assassinado. Mulher confessou que matou о filho com golpes de tesoura logo após о parto.

 TRIBUNA INDEPENDENTE. Maceió, 11 out. 2012, p. 11

Uma catadora de lixo fazia seu trabalho habitual, na ma­nhã do dia 25 de setembro últi­mo, procurando por materiais que poderiam ser reciclados.

Em meio a plásticos, roupas velhas e chorume, um minúsculo amontoado de carne e osso. Um bebê.

O recém-nascido jogado no lixão de União dos Palmares havia sido 'descartado' por sua própria mãe, segundo a polícia.

"Em investigação, о delegado Valdeks Pereira e sua equipe de agentes descobriram que Aline da Silva Santos, de 22 anos, tinha sido a responsável por tal ato desumano.

No corpo da criança havia ainda marcas de perfurações, inclusive no pescoço.

Ao ser interrogada pelo delegado do caso, Aline contou que teve о bebê no banheiro de sua residência e logo depois о matou a tesouradas. Primeiro, ela cortou о cordão umbilical. Em seguida, desferiu um golpe certeiro na barriga de seu próprio filho e depois em seu pescoço.

Aline teria visto о bebê se mexer após о primeiro golpe, sinal de que ele tinha nascido aparentemente bem.

Sem delongas, a mãe pôs о corpo dentro de uma sacola plástica e о jogou no lixo no dia 24 de setembro.

Para Valdeks Pereira, Ali­ne disse que seus pais não sabiam da gravidez e que só fez о que fez para não ser expulsa de casa.

Aline teve a prisão preventiva decretada e será encaminhada para о Presídio Feminino Santa Luzia, em Maceió.

Ela estava detida na Delegacia de União, mas foi transferida para um local não revelado pela polícia com о objetivo de preservar a integridade física da acusada por conta da revolta da população.


[Violência contra mulher, caso Bárbara] AIRAN, Breno e SANTANA, Nigel. Otávio Cardoso frequentou festas após matar Bárbara. Operação em Murici, onde о acusado estaria escondido, prendeu dois ontem.

AIRAN, Breno e SANTANA, Nigel.

Otávio Cardoso frequentou festas após matar Bárbara. Operação em Murici, onde о acusado estaria escondido, prendeu dois ontem.

TRIBUNA INDEPENDENTE. Maceió, 11 out. 2012, p. 12.


A Polícia Civil cumpriu ontem mandados de busca e apreensão em propriedades rurais da cidade de Murici, a 28 quilômetros de Maceió, onde estaria escondi­do о jovem acusado de sequestrar e matar a estudante Bár­bara Regina Gomes da Silva, de 21 anos. Otávio Cardoso da Silva Neto, 25 anos, foi denunciado por moradores da ci­dade que о teriam visto por lá, frequentando festas, mesmo após ser considerado foragido da Justiça, como revela a foto obtida com exclusividade pelo portal Tribuna Hoje e jornal Tribuna   Independente.

Nesse evento, Otávio Car­doso – que é natural de Muri­ci - andava tranquilamente e até se divertia. Ao fim da festa ninguém mais soube do paradeiro do suspeito de ter acabado com a vida de Bárbara Regina.
No entanto, Otávio não foi detido desta vez. Em operação conjunta entre equipes da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), Batalhão de Operações Policiais Especiais (Воре) e Tático Integrado de Grupamento de Resgates Especiais (Tigre), foram presos dois suspeitos em fazendas naquele município.

Valter Almeida, que é primo do acusado, foi detido por porte ilegal de arma e autuado em flagrante na Delegacia de Murici. Equipes da Deic ainda о levaram para prestar esclarecimentos em Maceió. A Polícia Civil não revelou a identidade da outra pessoa que fora presa na manhã de ontem.

A polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreen­são expedidos pela 10ª Vara Criminal da Capital, na zona rural daquela cidade, onde diversas casas foram vistoriadas.

O delegado do caso, An­tônio Nunes, da Seção Antissequestro da Deic, afirmou a imprensa que houve uma denúncia de que Otávio Cardoso estaria em Murici e pediu que a população continue ajudando ligado para о 181 (Disque Denuncia).

Contudo, os dois suspeitos pegos não tem envolvimento no caso em questão. Eles responderão na Justiça apenas pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

"Deita vez, não conseguimos localizar Otávio. Cumprimos os cinco mandados de busca e apreensão nas fazendas da área rural do municí­pio e conseguimos prender duas pessoas, com armas ilegais, sendo uma delas, primo de Otávio", esclareceu о dele­gado, em nota divulgada no site da Polícia Civil.

Acusado se deixou fotografar em uma das festas a que compareceu em Mu-ici, ja estando foragido

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Bicas, Minas Gerais: Ginásio Francisco Peres e seu hino

 Bicas, Minas Gerais:  Ginásio Francisco Peres e seu hino
Luiz Sávio de Almeida

                Eu tinha que fazer o exame de admissão, sair do primário, do Grupo Escolar e entrar no Ginásio Francisco Peres, começando uma nova etapa de vida:  ser ginasiano. Não me lembro da idade: era um denada. Nós já havíamos saído da casa em que morávamos, na pequena rua sem calçamento que levava para os lados do Ginásio. Morávamos agora em frente ao Forum. Era uma andada pequena e estava o ginasiano no Francisco Peres. Havia um terreno em frente, próprio para uma praça e, acima, na testa de uma pequena ladeira, o prédio da escola. Eu pouco me lembro do prédio e das pessoas.  O terreno à frente era pessimamente cuidado e a praça era mais uma ficção do que realidade.
                Resta um quase nada de lembrança; lembro-me o livro de geografia, decorando a capital dos estados e de países, oceanos, plantas e o mais a quatro para passar no Exame de Admissão. De quem me lembro? Dona Maria Baião, um nome engraçado para um nordestino, uma professora de Canto Orfeônico e trabalhos manuais que insistia em um ponto: eu tinha que saber desenhar gregas.  Ela está para mim, sempre vestido de preto e a suponho viúva de luto fechado pelo desaparecimento do marido. Com ela, insistentemente, aprendi o hino do ginásio. Lembro de uma professor parece que Schetine e não sei o que ensinava: seria ciências? A esposa do Dr. Cascardo, o Juiz de Direito; ela ensinava história. Contudo, guardo claramente a figura sempre lembrada de um homem, velho professor, acho que advogado e que teve expressão política na cidade. Foi a pessoa que, de fato, marcou minha lembrança de Bicas: Dr. Bianche.
                Para dentro, havia um campo de futebol, utilizado, também, pelos clubes de Bicas. Em uma lateral, oposta ao prédio, uma barreira de onde pulávamos para um monte de areia, numa espécie de prova de coragem. Mais para dentro, uma matinha, e era onde brincávamos  pendurados em um cipó, dando uma de jungle. Pular e usar o cipó eram horas em que o ginásio estava fechado e muitas peladas batemos, também, fora do horário da escola.
Pouco ficou e nada do que restou é claro. Contudo, ficou  o hino do Ginásio Francisco Peres, qualquer certa ou errada, mas sempre o hino em minha cabeça:
Saudemos orgulhosos nossa terra,
Berço puro de nobre instrução
E teremos uma vitória absoluta
Numa graça toda original
Nossa escola nos dá o ensino
De que carecem os nossos misteres
Por isso entoamos no hino
Salve o Ginásio Francisco Peres.
Brademos bem alto hosana
Cantemos cheios de amor
Pois no esplendor da glória
Um lábaro produz vitória
Que desdobrando
Vai conquistando
O Brasil de Norte a Sul
Nossa bandeira
Bem brasileira
Embora seja simplesmente alvi azul.

Era por aí, a letra do hino. Não sei quem foi Francisco Peres. É pena não saber. Nem sei, também, como era o hino: pareceria com o que escrevi?